Quem tinha dinheiro em plataformas de apostas on-line e não sacou a tempo pode ter uma novidade. As empresas autorizadas a operar no Brasil começaram a informar aos bancos os saldos que ainda estão nas contas dos apostadores.

Segundo a matéria, essa etapa começou na quarta-feira (7). Ela ocorre após o fim das operações das bets no país.

Quanto dinheiro está em jogo

De acordo com a fonte, R$ 1,325 bilhão aguarda devolução. O valor pertence a cerca de 26,5 milhões de pessoas.

Boa parte dos saldos é muito pequena. O governo informou que 86,2 milhões de contas têm entre R$ 0,01 e R$ 0,99. Somadas, elas chegam a R$ 15,5 milhões.

O número de contas é maior que o de apostadores. Isso acontece porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em mais de uma plataforma.

Como a devolução deve funcionar

O processo foi organizado em etapas:

  • As plataformas enviam os dados aos bancos até quinta-feira (8).
  • As informações são separadas por CPF e ligadas à conta bancária usada nos depósitos.
  • Os bancos devem devolver os valores entre 9 e 14 de outubro.
  • O dinheiro deve ser transferido diretamente para a conta que o apostador usou para depositar na plataforma.

O prazo para o saque voluntário, feito direto nas plataformas, já terminou. Ele acabou às 23h59 de segunda-feira (5).

Na prática, quem não sacou não precisaria, em princípio, fazer nada para receber. A devolução deve ocorrer de forma automática, na conta usada nos depósitos.

O que o consumidor pode fazer

Mesmo com um processo automático, é prudente acompanhar a situação. Algumas atitudes podem ajudar:

  • Confira o extrato da conta bancária que usou para depositar nas bets, entre 9 e 14 de outubro.
  • Guarde comprovantes de depósitos, saques e prints das telas das plataformas.
  • Desconfie de mensagens, links ou ligações que peçam senha, códigos ou taxas para "liberar" a devolução. A fonte não menciona nenhuma cobrança.
  • Se o valor não aparecer, procure primeiro o atendimento do banco e da plataforma e registre os protocolos.

Se houver divergência de valores, atraso ou falta de resposta, o consumidor pode ter direitos a exercer. Cada caso deve ser analisado individualmente, com base nos documentos disponíveis. A matéria não detalha como serão tratadas eventuais contestações.

Vale lembrar que a notícia trata de um cronograma informado pelo governo. Datas e procedimentos podem sofrer ajustes, por isso é importante acompanhar os canais oficiais.

Fonte: Agência Brasil.